Mais tempo na escola, pouco aprendizado: A Fundação que rompe esse ciclo no Brasil

O Brasil conseguiu colocar mais crianças e jovens na escola, mas o desafio agora é outro — e mais complexo: garantir que elas aprendam, se desenvolvam e estejam preparadas para a vida adulta em um mundo em constante transformação. Entre 1992 e 2024, a escolaridade média do trabalhador brasileiro cresceu de forma significativa. O número de pessoas sem instrução ou com apenas o fundamental incompleto caiu de 67% para 19,2%, enquanto a porcentagem de quem concluiu o ensino superior saltou de 5,8% para 21,9%. Esse avanço, no entanto, não se refletiu em qualidade de aprendizado. Embora o país tenha avançado em anos de escolaridade, os indicadores internacionais de aprendizagem revelam um cenário de estagnação qualitativa. Na avaliação do PISA 2022, o Brasil ocupou a 52ª posição em leitura, a 65ª em matemática e a 61ª em ciências entre 81 países. Mesmo após décadas de políticas de universalização do acesso, o país continua entre os últimos colocados em testes internacionais de desempenho escolar. Para especialistas, o grande gargalo está no modelo educacional ultrapassado, na precariedade da infraestrutura escolar e na baixa valorização docente. Estudos recentes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), com apoio da Fundação Lemann, apontam que o aumento da qualidade da educação pode elevar o PIB em até 28% em países como o Brasil. Mais do que expandir a escolaridade, é preciso garantir que o tempo na escola esteja associado ao desenvolvimento de competências e habilidades relevantes para a vida e o trabalho. Foi exatamente essa a aposta da Coreia do Sul, que, após a década de 1950, concentrou investimentos no ensino básico, universalizou o acesso, reformou sua educação secundária e passou a integrar os países mais desenvolvidos do mundo. O Brasil, por outro lado, demorou a colocar todas as crianças na escola e agora precisa correr em dobro: recuperar o atraso e ultrapassar outras economias em um jogo que não para de evoluir. Enquanto a política educacional brasileira avança lentamente, a Fundação Darcy Vargas — localizada na histórica Pequena África, na região central do Rio — oferece um contraponto promissor. Com um modelo de escola em tempo integral, currículo inovador e foco no desenvolvimento socioemocional, a FDV obtém resultados que superam as médias nacionais mesmo com menos recursos por aluno. Nos últimos anos, os estudantes da Fundação registraram notas no ENEM acima da média nacional. O custo por aluno gira em torno de R$986 por mês, bem abaixo da média da rede pública nacional, que ultrapassa R$1.700. O diferencial? Um plano pedagógico que articula STEAM, práticas antirracistas, oficinas culturais e apoio psicossocial contínuo. Além disso, a escola tem evasão próxima de zero e ex-alunos que hoje atuam como lideranças comunitárias, artistas, universitários e agentes de transformação. O projeto pedagógico conecta o aluno ao território, valoriza sua identidade e oferece ferramentas reais para que ele construa um projeto de vida sólido e realizável. Como defende a especialista Claudia Costin, “se o estudante transforma seus sonhos em projeto de vida, com mentoria adequada, especialmente em contextos vulneráveis, seu engajamento cresce exponencialmente”. É esse engajamento que a FDV cultiva desde o primeiro ano do ensino fundamental até a conclusão do ensino médio. A mudança estrutural da educação brasileira depende de uma política de Estado, capaz de atravessar governos e gerar transformação de longo prazo. Mas iniciativas como a Fundação Darcy Vargas mostram que a resposta pode começar agora — e de forma escalável. Investir em escolas como a FDV é acreditar que um novo modelo educacional é possível, sustentável e transformador. É apostar na potência de jovens que, mesmo em contextos de alta vulnerabilidade, podem construir trajetórias brilhantes quando recebem as condições adequadas. A transformação já começou. Para continuar, precisa de parceiros. Vamos juntos?
Educação no Brasil ainda patina em metas básicas. Na FDV, os resultados mostram outro caminho possível

Enquanto os indicadores nacionais de educação revelam avanços tímidos e persistentes desigualdades, a Fundação Darcy Vargas (FDV), localizada na Região Portuária do Rio de Janeiro, mostra que é possível fazer mais — e melhor — com menos. Com um plano pedagógico inovador, foco em projetos integradores e uma abordagem centrada no desenvolvimento integral do aluno, a FDV colhe resultados que desafiam a média nacional e reacendem a esperança de uma educação transformadora e equitativa. Segundo os dados mais recentes da PNAD Contínua – Educação 2024, o Brasil registra sua menor taxa de analfabetismo desde 2016: 5,3% da população com 15 anos ou mais ainda não sabe ler nem escrever. Embora o dado aponte uma melhora progressiva, ele esconde um abismo etário, racial e regional. Mais da metade dos analfabetos está no Nordeste, e a taxa entre pretos e pardos é mais que o dobro da observada entre brancos. Além disso, 8,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos abandonaram ou nunca frequentaram a escola. A média nacional de anos de estudo, de 10,1 anos, também evidencia as lacunas: mesmo com décadas de universalização do ensino fundamental, o Brasil ainda convive com altos índices de abandono escolar a partir dos 15 anos, sobretudo no ensino médio, cuja taxa de frequência segue abaixo das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Os motivos? A pesquisa aponta o óbvio: falta de perspectiva, necessidade de trabalhar e gravidez precoce. Na contramão desses desafios, a Fundação Darcy Vargas apresenta um modelo de escola que não apenas retém os alunos — com evasão próxima de zero — como os impulsiona a sonhar alto, por meio de uma formação de excelência, conectada com sua realidade social, cultural e econômica. Em 2024, por exemplo, os alunos da FDV obtiveram notas no ENEM até 8,8% acima da média nacional, mesmo diante de uma estrutura muito mais enxuta. A escola oferece material didático gratuito, até três refeições por dia, apoio psicopedagógico e oficinas extracurriculares, por um custo médio mensal de R$986,16 por aluno — valor significativamente inferior à média nacional, que, segundo o Tesouro Nacional, é de R$1.708 por aluno na rede pública. Mas o diferencial da FDV vai além dos números. O projeto pedagógico aposta em metodologias ativas, currículos interdisciplinares, educação antirracista e projetos que integram saberes técnicos e culturais. A disciplina de STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), por exemplo, é transversal ao longo do ano e culmina em uma feira anual com trabalhos que conectam os alunos à sua história e território. Educação que empodera e transformaEnquanto os dados nacionais expõem um sistema que, em muitos casos, ensina sem envolver e reprova sem alternativa, a FDV aposta na relação afetiva com o saber e na proximidade com as famílias como base para um processo de aprendizagem contínuo e significativo. Os resultados falam por si: alunos que voltam para agradecer, mães que voltam a estudar inspiradas pelos filhos, jovens que já atuam como protagonistas em suas comunidades. A escola, com seu currículo de tempo integral e contraturno produtivo, tornou-se um espaço de cuidado, autonomia e mobilidade social. Frente a uma realidade nacional desafiadora, a experiência da Fundação Darcy Vargas é uma prova de que não faltam soluções — faltam investimentos nos lugares certos. A escola precisa do apoio de pessoas físicas e empresas que acreditem no poder da educação como motor de transformação real. Investir na FDV é apostar em um modelo replicável, eficiente e socialmente comprometido. É dizer sim a uma educação pública de qualidade, mesmo fora do sistema estatal. É enxergar potência onde muitos só veem estatísticas. A transformação já começou. Mas, para continuar, precisa de você.
Educação que se move: visitas pedagógicas conectam alunos à história e ao futuro

No centro do Rio de Janeiro, um território de memória e cultura tem sido ponto de partida para uma jornada de descobertas. Alunos da Fundação Darcy Vargas, localizada na histórica Pequena África, estão participando de visitas pedagógicas a museus e universidades da cidade — experiências que extrapolam os muros da escola e ampliam o horizonte de possibilidades dos estudantes. Para Daniella Rocha, coordenadora pedagógica da FDV, as atividades fazem parte de uma proposta que valoriza o território como ferramenta de ensino. “Estamos inseridos em uma região fundamental para a história do Brasil, e é nosso dever garantir que os alunos conheçam — e reconheçam — esse espaço como parte da sua identidade”, explica Daniella. As visitas a instituições culturais como o Museu do Amanhã, o Museu Bispo do Rosário e a Casa França Brasil foram realizadas por meio do projeto Entre Museus, iniciativa do Museu do Amanhã que busca democratizar o acesso à cultura para crianças e jovens da região portuária, oferecendo experiências educativas a escolas e organizações sociais. Já os passeios às universidades no mês de junho — entre elas a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) — foram viabilizados graças ao apoio do MetrôRio e do VLT Carioca, que disponibilizaram transporte para os estudantes. “Ao visitar uma universidade pública, o aluno começa a se imaginar nesse espaço. Ao estar em um museu, ele percebe que a cultura é para ele também”, relata Helen Silveira, professora de História da Fundação. “São encontros com a cidade e com o próprio futuro.” Mais do que simples saídas escolares, essas experiências contribuem para a formação cidadã, crítica e sensível dos jovens. Elas conectam conteúdos curriculares a vivências concretas e despertam novos sonhos — em especial para crianças e adolescentes que muitas vezes têm seu direito à cidade negado. Inserida na Pequena África, berço da cultura afro-brasileira e símbolo de resistência, a Fundação Darcy Vargas entende que formar estudantes conscientes passa por resgatar a história silenciada do território. “Fazemos questão de que nossos alunos andem pelas ruas onde a história do Brasil aconteceu. Aqui, o passado e o futuro caminham juntos”, conclui Helen.
A problemática da universalização do acesso à leitura

Enquanto o Brasil ainda luta para universalizar o acesso às bibliotecas escolares — com 63% das instituições de ensino sem esse espaço essencial —, algumas escolas seguem na contramão da negligência pública e mostram que é possível transformar o ambiente escolar por meio dos livros. A Fundação Darcy Vargas é uma dessas exceções inspiradoras. Na FDV, a biblioteca é mais do que um espaço de consulta: é um ponto de encontro, de descoberta e de convivência. Com mais de mil títulos disponíveis, entre obras literárias, biografias, livros de pesquisa e acervos culturais, o espaço é utilizado diariamente pelos alunos. A biblioteca faz parte do cotidiano pedagógico da escola e é um dos pilares do projeto de formação integral da instituição. Em um país onde a realidade de muitas escolas ainda se limita a salas improvisadas com estantes quebradas e livros doados, como é o caso da Escola Estância de Planaltina (DF), a Fundação Darcy Vargas aposta em estrutura, mediação e afeto para cultivar o hábito da leitura. “Aqui, nossos alunos não apenas leem. Eles se envolvem, discutem, produzem e se expressam por meio da literatura”, afirma a coordenação pedagógica. O impacto da restrição de celulares e o papel da biblioteca A importância desse tipo de espaço ganha ainda mais destaque no contexto da recente Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas — inclusive durante recreios e intervalos. A norma, em vigor nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, tem provocado um fenômeno inesperado: o aumento expressivo da presença de alunos nas bibliotecas escolares. Segundo bibliotecários dessas regiões, os estudantes que antes passavam o tempo nos celulares agora se voltam para os livros, jogos pedagógicos e rodas de leitura. Embora ainda não vigente no Rio de Janeiro, a tendência reforça o papel fundamental da biblioteca como espaço de acolhimento e descoberta. Experiências registradas em escolas de Belo Horizonte e Cariacica mostram que, sem as distrações digitais, os estudantes estão se reconectando com o prazer de ler — inclusive adolescentes que antes resistiam à literatura. Desafios e o futuro da leitura Esse cenário aponta para uma mudança de comportamento que precisa ser acompanhada por políticas públicas, formação de professores e valorização das bibliotecas escolares. Segundo o Ministério da Educação, o novo Plano Nacional de Educação prevê a universalização das bibliotecas até 2028, por meio do Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares. Mas o ritmo atual está longe de ser suficiente: seriam necessárias mais de 3 mil novas bibliotecas por mês para cumprir a meta. Na Fundação Darcy Vargas, o futuro da leitura já começou. “A biblioteca dá asas aos nossos alunos”, resume Camila Crispim, do conselho diretor da escola. “É um lugar onde eles encontram personagens, ideias e mundos que os inspiram a sonhar — e também a transformar a realidade.” Em tempos de excesso de estímulos digitais e déficit de atenção, a experiência da FDV reforça que investir em bibliotecas é investir em autonomia, criatividade e educação de verdade.
FDV celebra 19 alunos premiados em olimpíadas de matemática e humanidades

A Fundação Darcy Vargas (FDV) celebra com orgulho o excelente desempenho de seus estudantes em duas importantes olimpíadas nacionais: a Olimpíada Canguru de Matemática e a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários. Ao todo, 19 alunos foram premiados com medalhas e menções honrosas: 2 na Canguru de Matemática e 17 na Olimpíada de Africanidades e Povos Originários. Os resultados refletem a consistência de um projeto pedagógico que une excelência acadêmica, pensamento crítico e valorização da identidade cultural dos alunos. Na Olimpíada Canguru de Matemática, estudantes do 6º e 9º anos conquistaram uma medalha de bronze e uma menção honrosa, mostrando que o incentivo ao raciocínio lógico, à resolução de problemas e à autonomia de pensamento tem gerado frutos. O ensino da matemática na FDV vai além da repetição de fórmulas: é tratado como ferramenta para compreender e transformar o mundo. Daniella Rocha, coordenadora pedagógica da FDV, aponta como o incentivo ao pensamento crítico pode ser ser um reflexo para os resultados. “Quando o aluno entende o ‘porquê’ das coisas, ele se engaja com mais confiança. É isso que trabalhamos aqui: o prazer em aprender e o poder de pensar”, destaca a coordenação pedagógica. Na Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários, os resultados foram ainda mais expressivos: alunos do 6º ao 3º ano do Ensino Médio receberam 5 medalhas de prata, 3 de bronze e 9 menções honrosas. A conquista está diretamente ligada ao currículo antirracista da escola, que propõe o letramento racial, o estudo aprofundado da história africana e indígena e uma abordagem crítica sobre a formação do Brasil. Essa construção parte da realidade da Pequena África, onde a escola está situada, valorizando a ancestralidade e a trajetória dos povos que formam o território. “Essas medalhas não representam apenas conhecimento acumulado, mas também pertencimento, identidade e consciência histórica. O aluno aprende a pensar a partir de si e do lugar onde vive”, afirma o professor de sociologia Leonardo Cruz. Educação que transforma — e precisa de apoio A Fundação Darcy Vargas é uma escola gratuita e sem fins lucrativos, que atende crianças e adolescentes com ensino de qualidade, alimentação, atividades extracurriculares e apoio social, sem financiamento direto do governo. Para manter e ampliar seus projetos, a FDV depende de doações de pessoas físicas e empresas.“Cada medalha é a prova de que investir em educação com afeto, estrutura e propósito transforma vidas.” Doações podem ser feitas diretamente pelo site da instituição, acessível pelo link na bio.
FDV recebe homenagem da deputada Renata Souza durante Seminário Ubuntu Carioca, do CEAP

A Fundação Darcy Vargas (FDV), localizada na histórica região da Gamboa, foi palco do Seminário Ubuntu Carioca: Conscientização e Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, realizado na última quarta-feira, 29, pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP). O evento celebrou o Dia da África com uma programação repleta de mesas de debate, oficinas culturais, rodas de conversa e apresentações musicais — reunindo saberes, ancestralidade e resistência no coração da Pequena África. Logo na abertura, estiveram presentes a presidente da FDV, Alice Franco, e a diretora da instituição, Camila Crispim, ao lado do professor e ativista Ivanir dos Santos e do presidente do CEAP, Elé Semog. À tarde, o professor de sociologia da FDV, Leonardo Cruz, participou da oficina “Educação antirracista através de expressões artísticas”, ao lado de nomes como Helena Theodoro, Marcelo Gentil, Mara Felipe (ambos do Olodum) e Raphael Araujo. Durante o encerramento da oficina, a deputada estadual Renata Souza (PSOL) prestou homenagens a organizações que se destacam na luta antirracista e pela liberdade religiosa. Em nome de seu mandato, entregou à Fundação Darcy Vargas a Placa Beata de Yemanjá, como reconhecimento ao seu trabalho de excelência no território da Pequena África. “Uma fundação que tem muita relevância, como vimos no Festival TerraCor, e, em especial, por todo o trabalho promovido com uma lógica antirracista, garantindo uma educação inovadora para 180 crianças em situação de vulnerabilidade. Por isso, reconhecemos a Fundação Darcy Vargas nessa construção.” A homenagem reforça o compromisso da FDV com uma educação transformadora, antirracista e profundamente conectada à identidade negra e à história local. A instituição atua de forma contínua com crianças e adolescentes da região, promovendo letramento racial, cidadania e vínculos comunitários por meio da arte, da cultura e da educação integral. A Fundação Darcy Vargas segue de portas abertas para a comunidade e convida todos a conhecerem seus projetos e ações no território da Pequena África.
FDV realiza encontro com parceiros e novos embaixadores para fortalecer rede de apoio e impacto social

No dia 24 de maio, um sábado dedicado ao futuro, a Fundação Darcy Vargas abriu suas portas para realizar o primeiro encontro de embaixadores, reunindo parceiros estratégicos, apoiadores engajados e pessoas interessadas em se tornar parte ativa da transformação social promovida pela instituição. O evento teve como objetivo apresentar o projeto pedagógico, o orçamento da Fundação e os desafios enfrentados na manutenção de uma escola de excelência na Pequena África do Rio de Janeiro — território marcado por uma forte herança cultural e histórica. Durante o encontro, os convidados puderam conhecer de perto os resultados concretos alcançados pela Fundação, que há quase 90 anos oferece educação gratuita e integral a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Dois ex-alunos da instituição participaram do evento e emocionaram os presentes ao compartilharem suas trajetórias profissionais, ressaltando como a formação recebida na escola foi decisiva para a construção de seus caminhos. Ambos destacaram o papel acolhedor, inovador e transformador da FDV, reforçando o impacto positivo da instituição em suas vidas. Mais do que uma apresentação formal, o encontro foi pensado como um espaço de escuta, troca e construção coletiva. Os participantes puderam contribuir com sugestões, ideias e reflexões sobre a gestão da Fundação, além de explorar caminhos para expandir a rede de apoio. Muitos dos presentes são profissionais com vasta experiência de mercado, forte networking e conhecimento técnico, e se mostraram dispostos a colaborar com uma visão estratégica para o fortalecimento institucional da FDV. O momento de celebração e partilha também passou pela culinária. Os convidados foram recebidos com uma feijoada especial. Como gesto simbólico de agradecimento, cada participante levou para casa um “obrigadeiro”, doce que expressa o carinho e a gratidão da Fundação. Segundo Camila Crispim, diretora da Fundação Darcy Vargas, o evento reforça a importância de uma rede sólida e engajada para garantir a continuidade e o crescimento das ações da escola:“Sabemos que a educação é um caminho de transformação coletiva. E quando unimos conhecimento técnico, compromisso social e afeto, conseguimos construir algo realmente potente. Nosso convite aos embaixadores é para que estejam conosco não só como apoiadores financeiros, mas como aliados estratégicos na construção de um futuro melhor para nossos alunos e para a Pequena África”. O evento para embaixadores marca um novo capítulo na trajetória da Fundação Darcy Vargas: um momento de renovação de parcerias e de ampliação da rede que sustenta e impulsiona seu trabalho diário. Porque aqui, como diz o lema da escola, “é uma escola que transborda” — de sonhos, de histórias e de possibilidades reais de transformação.
FDV celebra a Dia da África com arte, memória e educação antirracista

Embora o Dia Internacional da África seja comemorado oficialmente em 25 de maio, a Fundação Darcy Vargas decidiu estender a celebração por toda a semana. As atividades envolveram uma programação especial voltada para o reconhecimento e a valorização das raízes africanas presentes na cultura brasileira — especialmente na região da Pequena África, onde a escola está localizada. As ações incluíram rodas de conversa e debates nas aulas de Sociologia e História, nas quais os alunos puderam refletir sobre a contribuição africana para a formação das Américas e sobre o impacto do racismo estrutural que ainda marca a sociedade brasileira. Já nas aulas de Artes, os estudantes participaram de uma oficina de produção de adinkras — símbolos visuais originários dos povos Akan, do atual Gana, que representam provérbios, valores éticos, sabedoria ancestral e espiritualidade. Ao criarem seus próprios adinkras, os alunos expressaram visualmente ideias e sentimentos ligados à identidade, resistência e pertencimento. E também teve sabor! Em um dos dias, o almoço servido na escola foi especial: frango com quiabo e outros pratos inspirados em ingredientes e modos de preparo típicos de diversas regiões do continente africano. A ação buscou não só apresentar a diversidade da culinária africana, mas também promover uma experiência afetiva e sensorial que conectasse os alunos à ancestralidade de forma concreta e celebratória. A escolha da Fundação por valorizar o 25 de maio — e não o 13 de maio — reforça um posicionamento pedagógico e político: a valorização da cultura africana como fonte de conhecimento, e não apenas como capítulo de dor e opressão. Enquanto o 13 de maio remete à abolição formal da escravidão no Brasil, sem reparação ou justiça, o Dia da África representa o protagonismo dos povos africanos, suas lutas, pensamentos, filosofias e civilizações. Com um currículo comprometido com o ensino da história e cultura afro-brasileira, a Fundação Darcy Vargas reafirma seu papel como uma escola antirracista e transformadora. Para a diretora Camila Crispim, “valorizamos essa data porque ela representa o elo direto entre nossos alunos — em sua maioria jovens negros moradores da Pequena África — e um continente que é o berço da humanidade, das civilizações antigas e das matrizes culturais que nos constituem”. Na Darcy Vargas, educar é também reparar, recontar e reconectar. Celebrar a África é um compromisso com a verdade histórica, com a identidade dos alunos e com o futuro de uma sociedade mais justa.
Projeto Patrimoniará fortalece identidade da Pequena África com arte, memória e protagonismo

A Fundação Darcy Vargas deu início ao projeto Patrimoniará, uma iniciativa de promoção da educação patrimonial e valorização cultural da Pequena África, no Rio de Janeiro. Realizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e com produção da Weave, o projeto une formação artística, pesquisa de território e exposições, buscando uma conexão profunda com a herança africana presente na região. Com uma abordagem interdisciplinar, o projeto oferece três oficinas principais — Carnaval em Foco, Marcenaria Ancestral e Turismo, Educação Patrimonial e Identidade — que já começaram com turmas cheias e participantes engajados. Ao todo, cerca de 90 pessoas serão beneficiados, incluindo jovens e adultos moradores da Região Portuária. Ao final do ciclo formativo, está prevista uma grande exposição na sede da FDV, em dezembro, com os trabalhos produzidos nas oficinas. Mais do que ensinar, o Patrimoniará busca mobilizar a comunidade para a valorização do patrimônio imaterial e histórico-artístico. Segundo Bruno Katzer, diretor executivo da Weave, “o Patrimoniará é uma ação que envolve toda a comunidade da Pequena África, principalmente jovens e mulheres, incluindo moradores, comerciantes, artistas e estudantes. A iniciativa não apenas preserva, mas também comunica o valor do patrimônio cultural dessa região.” Já Camila Crispim, diretora da Fundação Darcy Vargas, destaca o papel do projeto como complemento ao trabalho educacional da instituição. “O nosso objetivo é contribuir para a vida dos alunos de forma ampla, não apenas com o ensino acadêmico, mas com iniciativas como essa que fortalecem o patrimônio sociocultural da Pequena África. Isso vai muito ao encontro do nosso ideal de escola que transborda.” O Patrimoniará reafirma o compromisso da Fundação Darcy Vargas com a educação transformadora, o protagonismo juvenil e a valorização das raízes afro-brasileiras. Um convite para olhar o território com mais escuta, cuidado e orgulho de pertencimento.
Alunos da FDV participam do programa “De Portas Abertas” e realizam imersão na Deloitte Brasil

Nos dias 15 e 16 de maio, alunos do Ensino Médio da Fundação Darcy Vargas viveram uma experiência marcante no escritório da Deloitte Brasil, também localizado na região da Pequena África, no Rio de Janeiro. A visita fez parte do programa De Portas Abertas, uma iniciativa da Deloitte que tem como objetivo aproximar jovens em situação de vulnerabilidade social do mercado de trabalho e do ambiente corporativo. Durante a imersão, os estudantes participaram de rodas de conversa, circularam pelo escritório, conheceram diferentes áreas da empresa e tiveram a oportunidade de dialogar com colaboradores. O impacto foi imediato: curiosidade aguçada, atenção plena e muitas perguntas sobre carreiras, áreas de atuação e trajetórias de vida. A sócia Maria Kneip Dantas destacou o comportamento atento e respeitoso dos jovens como um dos pontos mais marcantes da visita. “Foi uma alegria receber o grupo. O que me marcou foi o interesse deles em conhecer mais, a escuta ativa, a atenção ao ambiente e aos facilitadores. Isso por si só já é um bom passo para um futuro promissor”, afirmou. Para ela, ações como o “De Portas Abertas” ajudam os estudantes a enxergar “um mundo de oportunidades que se abre para quem se esforça, se dedica a aprender sempre e tem responsabilidade com a sua vida”. Para o sócio Bernardo Nunes, a ação foi igualmente transformadora. “Os jovens estavam muito atentos e curiosos. Na minha sala, um mapa do setor de energia despertou inúmeras perguntas. Isso mostra como estão interessados e como precisamos de mais ações como essa. Acredito muito nas pessoas e sei que dentro de cada instituição como a Fundação Darcy Vargas há um mar de bons jovens que precisam apenas de orientação e oportunidade.” A Fundação Darcy Vargas acredita que esse tipo de parceria é essencial para ampliar os horizontes dos seus alunos, conectando-os a experiências que inspiram, informam e transformam. “A visita à Deloitte mostra que o futuro não está distante. Está sendo construído agora, com referências reais e vivências concretas”, afirmou André Mantovani, diretor pedagógico da instituição. A Fundação permanece de portas abertas para empresas e organizações que queiram somar esforços em prol da formação cidadã e profissional de adolescentes da Região Portuária do Rio. Parcerias como essa comprovam o poder da educação aliada à escuta e à oportunidade.